E-commerce no Brasil: Um mercado em expansão

Categoria: Blog, Gestão Por Em 3 de setembro de 2015

O e-commerce (ou comércio eletrônico, se assim preferir chamar) já existe no Brasil há 20 anos, estando em crescimento desde o início. Sem dar sinais de cansaço, acelerou consideravelmente a sua expansão nos últimos anos.

Os números deixam empreendedores e investidores otimistas e não é para menos. Desde 2011, a média de crescimento anual do e-commerce se mantém nos 25% e, mesmo em períodos de crise, os clientes retornam para as lojas virtuais e novos consumidores aderem às compras online.

Os números do crescimento do e-commerce no último ano justificam o otimismo com o mercado. De acordo com o 31º relatório Webshoppers, pesquisa feita semestralmente pela E-bit, o comércio eletrônico brasileiro cresceu 24% em faturamento no ano de 2014 em relação ao ano anterior, pulando de R$28,8 bilhões para R$35,8 bilhões. O número de pedidos aumentou 17% e o valor das compras online, o ticket médio, aumentou 6%, confirmando que os brasileiros estão comprando mais na Internet.

Além de comprar mais, novos brasileiros estão aderindo às compras no e-commerce. Ainda de acordo com a E-bit, 51,5 milhões de pessoas fizeram pelo menos uma compra online no ano de 2014, sendo 10,2 milhões de novos consumidores.

O crescimento das compras feitas na Internet através de dispositivos móveis também demonstra que o comércio eletrônico ainda tem muito potencial para crescer e não chegou no seu ápice. 9,7% de todas as vendas de bens de consumo pela Internet foram feitas através de smartphones e tablets.

Os números não mentem, o e-commerce no Brasil está em expansão. Mas quem são esses brasileiros que cada vez mais escolhem fazer suas compras na Internet?

O perfil do consumidor do e-commerce em geral é formado em sua maioria por pessoas das classes A e B (49% em 2014) e também por pessoas das classes C e D (44%). Considerando todo o público do e-commerce, a renda média está em torno de R$ 4.378. Se considerarmos apenas o mobile commerce, essa renda sobe para R$ 6.128, já que a concentração de pessoas das classes A e B é maior (62%).

Para os empreendedores e investidores que estão iniciando ou pretendem entrar no e-commerce, a E-bit prevê que o e-commerce termine o ano de 2015 com um faturamento de R$ 43 bilhões, 20% maior que o ano anterior.

A confiança no crescimento do e-commerce para os próximos anos, mesmo diante da crise econômica que o Brasil enfrenta, pode ser justificada por fatores como:

•O acesso dos brasileiros à Internet ainda está em crescimento. Apenas 45% da população tem acesso a banda larga (segundo dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico);
•Maior acesso à Internet através de dispositivos móveis (principalmente smartphones e tablets);
•Os brasileiros estão com mais acesso ao crédito, facilitando os pagamentos online, feitos em sua maioria com cartão de crédito;
•O varejo online é mais competitivo e permite que o consumidor pesquise muito mais, comparando preços e benefícios em diversas lojas diferentes antes de comprar.

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