28 de maio de 2012

Social Commerce: Cases antigos e novos

Conforme dito no post anterior sobre Social Commerce, o termo é relativamente novo, referindo-se principalmente à integração do ecommerce e das redes sociais online, mas o conceito é bastante antigo. Nesse post, mostrarei alguns cases para ilustrar as formas antigas e novas de se fazer comércio social, com empresas pioneiras e inovadoras que usaram as relações sociais entre as pessoas para vender.

Avon

 A Avon é uma empresa de cosméticos com 125 anos de atividade e 58 anos de atuação no Brasil. As vendas da Avon são feitas há pelo menos meio século através de catálogos e revendedoras. E qual é a maior força de venda da Avon senão as amigas e as amigas das amigas das suas revendedoras? Sim, a Avon pratica comércio social, aproveitando-se das conexões sociais (redes sociais) de suas revendedoras para vender.

 

Tupperware

A Tupperware é uma empresa americana de caixas para armazenagem de alimentos. Ao longo dos mais de 50 anos de existência e 35 anos de atuação no Brasil, esses continuam sendo seus principais produtos e a sua principal forma de venda são as reuniões feitas pelas suas demonstradoras, onde elas apresentam para grupos de amigas os produtos e todas as suas funcionalidades. Também nesse case, as conexões sociais de mulheres comuns são usadas para vender.  A Tupperware utiliza em sua comunicação quase que exclusivamente assessoria de imprensa e atualmente as mídias sociais, evoluindo das redes sociais offline para as redes sociais online.

Amazon

A Amazon é um dos maiores varejos online do mundo, sendo case de diversas áreas relacionadas ao ecommerce e ao marketing digital. Para falar de Social Commerce, é também um case perfeito graças à forma como esse ecommerce alavancou as suas vendas: recomendações e opiniões dos consumidores sobre os produtos já adquiridos.  Essa foi uma das formas pioneiras que uma loja virtual encontrou de aproveitar-se das relações sociais online para vender. A partir desse encontro do ecommerce com o social, o termo Social Commerce, S-commerce ou comércio social passou a ser utilizado e discutido.

Camiseteria

Apesar de não ser o pioneiro mundial nesse tipo de inovação no Social Commerce, a loja virtual Camiseteria merece destaque por ser um dos cases brasileiros de maior sucesso. Nesse ecommerce, os clientes podem colaborar com estampas para as camisetas, que passam por votação do público e as melhores são produzidas e comercializadas. Essa forma de comércio social aproveita-se da colaboração dos usuários desde a idealização do produto até às vendas, incentivando esses usuários a engajar seus amigos na divulgação de suas criações e consequentemente da marca Camiseteria.

Magazine Luiza

Em 2012, o Magazine Luiza, um dos comércios varejistas brasileiros que primeiro atentou para as possibilidades do comércio eletrônico no país, resolveu inovar criando vitrines virtuais dentro do site de redes sociais Facebook para seus clientes. Cada cliente que optar por ter uma vitrine do Magazine Luiza com o seu nome será chamado de divulgador e receberá entre 2,5% e 4,5% de comissão por produto vendido aos amigos. A loja pretende aumentar as suas vendas através das recomendações desses clientes para seus amigos no Facebook.

O conceito de Social Commerce pode ser aplicado de diversas formas e cada empresa pode criar uma forma nova de aproveita-se de nossas redes sociais, seja online ou offline, para alavancar as vendas.