E-commerce brasileiro pode vender mais para o exterior

23/09/2014
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O e-commerce está em crescimento acelerado no Brasil, mas muitos empreendedores ainda não estão aproveitando uma grande oportunidade que se apresenta para todos: vender online para o exterior. Os números apresentados pela pesquisa Rota das Especiarias, encomendada pelo PayPal à Nielsen, demonstram que existe demanda de outros países pelos produtos vendidos pelas lojas virtuais brasileiras.

De acordo com o estudo encomendado pelo PayPal, consumidores dos Estados Unidos, China, Alemanha, Reino Unido e Austrália compraram R$ 1,5 bilhão em produtos ofertados em nossas lojas virtuais no ano passado. As projeções para os próximos quatro anos é bastante otimista, indicando que os estrangeiros deverão importar de sites brasileiros R$ 4 bilhões por ano até 2018.

Outra pesquisa realizada pela Radius Global indica que o fluxo das vendas do e-commerce na América Latina já chegou aos US$ 70 bilhões anuais. Um levantamento feito entre 400 empresas online dos países Brasil, México, Chile, Argentina, Colômbia, Peru e Costa Rica indica que as exportações derivadas de vendas online dessas empresas latino-americanas chegam a contribuir com 40% de suas receitas e que a maior parcela de seus clientes estrangeiros, cerca de 36%, são da América Latina mesmo.

As pesquisas apontam que a oportunidade está ao alcance de todos, mas muitos empresários ainda pensam nas dificuldades burocráticas e nos custos para exportar produtos. A boa notícia é que, no e-commerce, existem ferramentas que facilitam bastante essa entrada no mercado global e são igualmente acessíveis a empresas de todos os portes, como ter uma página em um marketplace internacional.

Aqueles que decidirem vender online para o exterior, algumas dicas podem ajudar a aproveitar melhor a oportunidade:

– Parece óbvio, mas é preciso estar atento às línguas faladas nos países para os quais se pretende vender e à moeda utilizada neles. Todas as descrições devem estar disponíveis nesses idiomas ou pelo menos em inglês e os preços devem ser cotados em dólar.
– As mídias sociais da loja devem contemplar conteúdo também para atrair o público estrangeiro. O Facebook, por exemplo, oferece a possibilidade de uma mesma página de empresa apresentar versões para outros países. Podem ser criados perfis e páginas diferentes com conteúdo em outra língua.
– As buscas dos consumidores estrangeiros na Internet devem também ser parte da estratégia de marketing da loja. Anúncios e Links Patrocinados pra os países para os quais se pretende vender devem ser contemplados no planejamento.
– A etapa de pagamento online deve ser fácil, oferecendo o melhor método de transferência de valores para o cliente. Ferramentas como PayPal, que são utilizadas mundialmente, são bastante recomendadas para esses casos.
– No Brasil, a utilização de dispositivos móveis para compras no e-commerce ainda está em sua fase inicial se comparada a outros países como os Estados Unidos. Portanto, os canais de comercialização e venda do site já devem estar habilitados para também abrigar as soluções móveis.
– O serviço de atendimento ao consumidor deve ser ágil e no idioma dos países para os quais se pretende vender, assim como as políticas de devolução de dinheiro devem ser claras para quem compra.