Dicas de Marketing de Conteúdo para e-commerce

26/07/2019 Guia de Investimento
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Artigo escrito em parceria de GuestPost

Nenhum empreendedor pode ignorar a importância da internet, dos e-commerces e da esfera digital como um todo em seus negócios. Nesse quesito, os tópicos mais importantes da atualidade, que aprofundaremos adiante, dizem respeito ao marketing de conteúdo, ao posicionamento dos sites em mecanismos de busca (SEO) e ao tráfego nas redes sociais.

De fato, a revolução da internet avançou em vários setores da vida humana, e isso não se limita aos homens de negócios e empresários. Basta vermos como a telefonia, o entretenimento e até a educação têm sido radicalmente reinventadas por novos conceitos e práticas oriundas, todas elas, do mundo digital.

De qualquer modo, é no mundo dos negócios que essas diferenças se tornarão uma questão de sobrevivência: o empreendedor que fica para trás em termos de novidades pode estar pedindo para ser passado para trás por sua concorrência e perder seu mercado e clientela.

Uma introdução aos conceitos

Certamente todo empresário já ouviu falar em marketing de conteúdo, nos EUA conhecido como Content marketing. Porém ainda há muitos deles que ou não sabem exatamente o que significa, ou estão longe de compreender a importância de lançar mão dos recursos que ele oferece.

Foi-se o tempo em que bastava fazer seu website e pronto, o “cartão de visita digital” da sua empresa estava arranjado e bastaria levá-lo ao ar para “estar em dia” com o mercado digital. É preciso garantir que o cliente venha a encontrar o seu site, para isso, ele precisa aparecer na hora certa e do jeito certo. O que envolve, por óbvio, uma série de estratégias e compreensões sobre “funil de venda”, “jornada de compra” e conceitos similares, conforme ficará claro adiante.

De antemão, suponhamos que você venda caixas de papelão personalizadas ou mesmo comuns. Os seus fornecedores remetem a gráficas e afins; já o seu público alvo ou persona diz respeito tanto a papelarias, editoras e demais compradores comerciais, quanto a compradores finais. As maneiras de acessá-los através do seu e-commerce podem ser substancialmente diferentes.

O conceito de jornada de compra remete justamente a esse fenômeno, e suas etapas são basicamente as seguintes (da ótica do consumidor):

  • A fase de aprendizado e de descoberta;
  • A fase de reconhecimento/identificação do problema;
  • A fase da consideração de que a solução foi encontrada;
  • A fase da tomada de decisão quanto à aquisição.

Em termos de funil de venda, as etapas são as seguintes (da ótica da marca):

  • O conjunto dos visitantes/interessados;
  • O conjunto dos leads (contatos frios);
  • O conjunto das oportunidades (contatos quentes);
  • O conjunto dos consumidores/clientes.

O que precisa ficar claro é que o e-commerce não pode contar apenas com a hipótese de atingir o cliente quando ele está no momento da compra. É preciso saber como sondar o mercado e comunicar-se com ele antes mesmo de os possíveis clientes estarem no momento da compra, ou seja, antes de eles “serem seus clientes”.

Por exemplo, no supracitado caso do consumidor das caixas de papelão, é bem possível que ele já tenha procurado, anteriormente, por soluções na área de gráfica e impressão. Ou mesmo, que ele já tenha comprado, para efeito de ilustração, alguma embalagem pebd. Esta sigla se trata de um tipo de plástico de baixa densidade (o polietileno), indicado sobretudo para indústria alimentícia, mas que também é conhecido por ser bastante aplicado na área de artesanato, de decoração e de manufatura em geral. Ou seja, é um produto bastante versátil, que serve para várias aplicações e pode ser encontrado em muitas lojas virtuais ou físicas.

Assim, não é difícil entender que se o seu site, além de vender materiais feitos em PEBD, trouxer informações a respeito desse plástico, atrairá a atenção de muitos usuários os quais, quando estiverem em momento de compra se lembrarão de um material de qualidade que tenham lido a respeito.

Dito de outro modo, nos conteúdos do site algumas páginas aprofundam algo sobre o material PEBD, suas vantagens e afins, e de algum modo falam sobre embalagens, etiquetas para confecções e todos os demais produtos que podem ser feitos com esse plástico, embora sem anunciar nenhum produto explicitamente. Quando seu leitor quiser comprar, se lembrará de você.

O que é esse tão famoso marketing de conteúdo?

Em termos técnicos, aproveitando todos os conceitos discutidos até aqui, podemos dizer que o marketing de conteúdo é uma técnica de marketing criada para simplesmente criar e distribuir, de modo estratégico, vários conteúdos valiosos a um determinado setor, segmento ou grupo de pessoas. Trata-se, naturalmente, de um material que seja relevante e consistente para atrair e conquistar um público claramente definido com o qual a empresa/marca não pode deixar de comunicar-se frequentemente.

O objetivo dessa ação pode projetar-se a médio e longo prazo, e não visa necessariamente a geração de uma “compra” ou “venda”, por assim dizer, mas de um engajamento. Esse envolvimento por parte do público pode significar, no início, uma curtida em uma página de rede social, um comentário positivo feito no seu website, o preenchimento de um formulário para geração de leads futuros, e daí por diante. É o que se chama call to action, ou seja, chamar o seu público para alguma ação, seja ela de que tipo for.

No final das contas, obviamente, o foco está em converter as ações em um aumento de vendas ou consumo de um determinado serviço, bem como em desenvolver a fidelidade dos clientes e o engajamento deles no sentido de “vestirem a camiseta” daquela empresa e a propagarem de modo orgânico.

Tudo isso pode parecer complicado ou rebuscado demais, mas não há como ignorar que o marketing de conteúdo já está em todos os cantos atualmente. De fato, já não há grande empresa ou grande corporação (as ditas top of minds: empresas que lideram o seu mercado de tal modo que, quando uma necessidade remete àquele produto ou solução, logo elas é que veem na cabeça dos clientes no país ou mesmo no mundo inteiro), enfim, não há marca referencial que não faça ações assim o tempo todo, ao nosso redor, em nossas caixas de e-mail, na tela de nossos notebooks, tablets, celulares e daí por diante.

Alguns exemplos mais práticos

Dito isso, já é possível depreender quais são as principais formas de marketing de conteúdo. Vamos listar algumas abaixo:

  • Livros, revistas e artigos;
  • Vídeos e músicas;
  • Podcasts e Talk rádios;
  • Blogs e páginas informativas;
  • Infográficos em geral, etc.

Naturalmente, ao compreender o núcleo do conceito ficará claro que há infinitas formas de aproximar os clientes através da geração de conteúdo e, com isso, atraí-los para o universo da marca ou empresa. Aqui ainda é possível frisar que essa estratégia é utilizada também para as marcas pessoais: os profissionais que se promovem a si mesmos enquanto portadores do “produto” que vendem, como alguns artistas, coachings, palestrantes e afins.

Seguindo os exemplos supracitados, não é preciso aprofundar demais para compreender que grandes empresas ou profissionais podem escrever livros e artigos, dando dicas que atraiam o seu público, sem anunciar nenhum produto específico, e que tudo isso só aumentará o círculo de interesse em torno do trabalho geral que está sendo referido ali no conteúdo distribuído e comprado “despretensiosamente”.

O mesmo se aplica para todos os demais exemplos. No caso do mundo gráfico e editorial que referimos acima seria como fazer o seguinte: você desenvolveu uma nova forma de fazer impressão em acrílico, ou uma tecnologia que o permite fazer o mesmo que se fazia antes, mas em uma velocidade maior e um acabamento melhor. Agora não basta você erguer uma página em seu website com o botão “comprar”, concorda?

Em termos de marketing de conteúdo: o primeiro passo seria abrir várias frentes de blogs, vlogs, podcasts e afins lançando matérias sobre seu novo modo de fazer a impressão em acrílico. Uma vez gerado o engajamento do pessoal, que vai interagir, criticar e fazer perguntas, é hora de estreitar a relação gerando um e-book sobre o assunto, pedindo o e-mail das pessoas e daí por diante.

Assim é que se vai avançando no supracitado funil de vendas/jornada da compra, estreitando os laços até que os leads coletados e as pessoas interessadas se converterão, na hora certa, em compradores efetivos e engajados.

As redes sociais, conforme dito acima, são um meio excelente para isso. Outra ferramenta importante é a da também supracitada SEO (Search Engine Optimization, em português: otimização para motores de busca).

Não é segredo para ninguém a importância dos motores de busca na atualidade, seja para pesquisar receitas culinárias, dicas de como fazer algum artesanato ou limpar algum móvel da casa, seja para, finalmente, realizar compras de itens comuns (roupas, comidas, eletrodomésticos, etc.) ou mesmo solicitar serviços que facilitam a vida de qualquer um.

Dito de modo prático, se o seu site for “otimizado” profissionalmente (ou seja, seguir as regras de formatação e design dos motores de busca), você terá maiores chances de aparecer para o seu público, captar leads e levar avante o seu trabalho de marketing de conteúdo.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.