Meios de pagamento no e-commerce: escolha o melhor, economize dinheiro e conquiste clientes

27/10/2015 Bruno Viana
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No samba dos meios de pagamento “o melhor” é o que se adequar à parte mais sensível do seu corpo: o bolso.

Para o dinheiro sair da conta do cliente e cair na conta do dono da loja virtual (você) é obrigatório ter pelo menos uma empresa no meio desse processo.

Há três personagens nessa história:

  • Intermediadores, também chamados carinhosamente de Facilitadores ou Sub-adquirentes;
  • Gateways;
  • Integração Direta com as operadoras (Cielo ou Rede);

Como os meios de pagamento funcionam?

Intermediadores

São como o amigo que te “ajeitava” para aquela menina (ou menino) que você gostava no colégio.

Eles quem conversam com as operadoras de cartão quando compram na sua loja e você só se preocupa com a parte boa de ir lá e pegar seu dinheiro.

O PagSeguro é o mais famoso desses caras e todos eles funcionam assim:

  1. O cliente informa os números do cartão de crédito;
  2. A plataforma passa essas informações ao PagSeguro;
  3. O PagSeguro se comunica com uma operadora;
  4. A operadora responde ao PagSeguro se a compra foi autorizada ou não (depende se o cliente tem saldo na conta), que por sua vez repassa a informação à plataforma;
  5. A plataforma informa ao cliente que o pagamento foi recebido e está sob análise;
  6. O PagSeguro verifica as informações da compra e, se achar necessário, liga para o cliente para confirmar os dados e, se eles entenderem que a compra não é uma fraude, eles confirmam o pagamento;
  7. O PagSeguro envia a atualização do status da compra à plataforma que por sua vez, informa ao cliente se o pagamento foi aceito ou não;

Essa análise anti-fraude (destacado no passo 6) é importante e ela é tão boa quanto é ruim.

Como as transações pela Internet ocorrem sem o dono do cartão informar a senha, as operadoras tem uma cláusula de responsabilidade por quem está emitindo o pagamento. Isso significa que se um cliente ligar para o banco dizendo que não reconhece o pagamento eles estornam o pagamento na hora. Isso é conhecido como “Chargeback“.

Já que o pagamento vai para a conta do Intermediador, ele se responsabiliza por verificar se a compra não é uma fraude. O lado ruim é que, por causa do medo de fraudes, os Intermediadores, em especial o PagSeguro, são conhecidos por reprovarem muitas compras legítimas.

Resgate do dinheiro

A característica principal é que o dinheiro da compra cai na conta do Intermediador e depois de um período (geralmente 15 dias) você pode solicitar o resgate.

Para o pequeno empreendedor isso é bom, por que ele não precisa fazer um contrato com ninguém, nem pagar taxas de setup.

Quais os principais Intermediadores?

Gateways

Funcionam quase iguais aos Intermediadores com uma diferença: o dinheiro cai diretamente na conta do dono da loja.

Para isso você é obrigado a ter contrato com alguma operadora.

Sim, você vai pagar pelos 2 serviços.

Quais os principais Gateways?

Integração Direta

Enquanto isso, a Integração Direta é quando a plataforma faz uma comunicação diretamente com a Cielo ou Rede.

Ambas as empresas abrem uma conexão para que programadores possam se comunicar com elas. Isso permite que possamos enviar os pagamentos sem a necessidade de um Intermediador ou um Gateway.

Isso significa que você precisa apenas ter um contrato com a operadora e nada mais.

Quais bandeiras eles aceitam?

Quanto mais bandeiras tiver, mais clientes pode conseguir.

Intermediadores e Gateways são ótimas opções para quem quer aceitar todos os tipos de bandeira. O leque de opções deles é gigante.

Varias bandeiras aceitas pelo PagSeguro exemplificando meios de pagamento

Bandeiras aceitas no PagSeguro

Já a Integração Direta depende da operadora que você escolher.

A Rede aceita MasterCard, VISA, Diners e Hipercard no crédito e Visa Electron e Mastercard Débito para débito. Já a Cielo aceita apenas VISA, Mastercard, American Express, Aura, Diners, Discover, JCB e Elo no crédito.

São menos bandeiras, mas na minha humilde opinião, não deixa a desejar, principalmente quando você compara o custo-benefício.

Quanto custa cada um?

Intermediadores

A cobrança é feita em cima do valor da venda que você faz e depende da empresa que você escolher. Para cada compra você paga entre 4,99% a 7% do valor do pedido.

Gateways

Você paga um valor fixo – por volta de R$0,50 – por cada transação. Não se esqueça que nesse caso você também paga a porcentagem da operadora.

Se, por exemplo, você contratou a Cielo e negociou uma taxa de 2,5% quando tiver uma compra de R$100 terá de pagar R$0,50 para o Gateway e R$2,50 para a Cielo.

Integração Direta

Depende da sua negociação com a operadora. Se você é uma empresa nova geralmente a taxa é de 2,5%, mas se você já tem um contrato (para vender em lojas físicas, por exemplo) pode usar o mesmo valor dessa negociação para vender pela Internet.

É comum as eles negociarem taxas mais baratas para empresas que possuem contratos mais antigos e volumes de venda maior. Então converse com um consultor da operadora.

Análise de crédito

Como eu falei mais acima a responsabilidade do Chargeback é de quem está emitindo o pagamento. Se você usar Intermediadores não precisa se preocupar, eles fazem essa análise.

Se você vai usar Gateway ou Integração Direta a responsabilidade é sua. Por isso efetue sempre alguma análise para ter certeza que aquela compra não é fraude.

Você pode usar ferramentas como F-Control e ClearSale para te ajudar nessa tarefa. Vou falar sobre elas em um post que vou escrever em alguns dias.

Muita informação?

É sim! Mas quando mexe no bolso quanto mais cuidado melhor, não acha?

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