A (nova?) missão da Bleez

12/09/2016
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Quando eu e o Danilo fundamos a Bleez no final de 2011 nós tínhamos um objetivo muito claro que se mantém até hoje: desenvolver software de qualidade. Cada um tem sua interpretação de “qualidade”, mas para nós significava código bem escrito, visualmente bonito, fácil de usar, utilizando as melhores práticas e tecnologias, entrega no prazo e “máxima minimização” (eu sei) de bugs (não, não existe software 100% bug free).

O engraçado de tudo é que na época eu não era tão fascinado pela ideia de abrir uma empresa. Na verdade isso me assustava, eu preferia contrair catapora pela segunda vez do que ter que enfrentar qualquer burocracia fora da minha área técnica. O que me moveu foi um sentimento enorme de “eu quero fazer as coisas do meu jeito”.

Como a única coisa que continua numa boa com o tempo é a poupança Bamerindus, muita coisa mudou em quase 5 anos de empresa, eu aprendi a gostar desse mundo do empreendedorismo e me encantei com a possibilidade de usar algo que eu adoro (tecnologia e programação) pra trazer um benefício real às pessoas (geração de negócios e vendas) e ganhar o pão nosso de cada dia com isso. Felizmente isso é um denominador comum por todos que trabalham aqui.

O que mudou?

No geral, muita coisa.

Mesmo tomando muitos fails, conquistamos alguns wins, e a maioria são pequenas mudanças que, a princípio, podem parecer pouco, mas fizeram uma mudança significativa na empresa e na nossa proposta de valor. Para listar algumas delas: começamos a hospedar os sites e lojas virtuais de nossos clientes oferecendo uma alternativa especializada, mais estável e com o valor competitivo; criamos o Shopzen, rebolamos tudo no mato (traduzindo, jogamos fora) e criamos o Shopzen 2 e com ele demos possibilidades de os clientes fazerem tudo só – eliminando a obrigatoriedade do setup; começamos a usar processadores CSS, deixamos de subir nossos projetos por FTP, criamos o Bleez Day e todo mês alguém apresenta algo de valor para toda a empresa; começamos a ir à eventoscomeçamos a palestrar em eventos e criamos um servidor de Minecraft.

Mas sabe quando você acha que tem que fazer mais? Que você quer fazer diferente? Você vê que o mercado parece um caminhão carregado de Minions com as mesmas propostas e mesma maneira de trabalhar?

Quem me conhece sabe que eu tenho um sério problema de ansiedade, logo marcamos uma reunião extraordinária no último feriado da independência (simbólico?) pra conversar sobre isso.

Revimos os nossos valores e geramos ideias que cada um teria para o futuro da empresa e muitas ideias boas surgiram.

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Depois de discutir percebemos que nossa missão não é mais simplesmente programar sites e lojas virtuais. Nós queremos fazer mais que isso em um mercado que é carente de inovação, tecnologia e qualidade. Nós percebemos que temos uma porta aberta pra estarmos dentro de todo o processo de vendas das pessoas e empresas facilitando a vida deles com o uso de tecnologia. Hoje nossa missão é:

“Contribuir em todo o processo de criação e desenvolvimento de negócios online.”

Precisamos conversar sobre Inovação

Eu considero que o primeiro passo pra se inovar é aceitar que eu sou a regra e não a exceção. Eu me espelho muito em caras como Steve Jobs e Elon Musk, mas poxa, caras como eles representam quantos porcento da população mundial? Estatisticamente eles nem existem (esse é o meu lado “exatas” falando bem alto, não me julgue)!

Aceitando esse fato, eu entendi que precisaria estudar técnicas e ferramentas que nos permitissem ter um pensamento mais inovador e um grande aliado dessa nova aventura foi o livro Business Model Canvas.

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O mais legal disso é que da mesma forma como às vezes estudamos uma tecnologia nova pra melhorar um processo ou pra criar algo para um cliente, nós estamos estudando formas de pensar em inovação e fazer disso um core business da empresa. As máximas da Engenharia de Software de dividir um grande problema em problemas menores e da tentativa e erro guiada por dados estão sendo aplicadas sem dó nem piedade.

Vamos acertar de primeira? Talvez não. De segunda. Também não sei! Afinal somos uma empresa pequena, que nasceu com R$ -4.000,00 de investimento e está crescendo de acordo com o tamanho dos passos que podemos dar.

Como essas coisas não se levantam do dia pra noite, o Master Plan ainda não está finalizado (e acho que nunca estará, pois estará sempre evoluindo). Mas a ideia geral do que queremos que a Bleez seja já está traçada e agora é priorizar cada pensamento, ouvir o mercado e preparar muito café pra fazer as coisas acontecerem.

Vamos conseguir ser tão inovadores quanto queremos? Realmente não sei, mas de uma coisa eu tenho certeza: a jornada vai ser bem divertida. 😎