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O Master Plan da Bleez

Quem precisa de mais uma agência digital?

Eu não faço ideia de quantas agências digitais existem no Brasil. Até achei uma pesquisa feita pela Rock Content e a Resultados Digitais onde mais de 1000 agências participaram, mas tenho certeza que isso é só uma pequena fatia do bolo.

Há alguns meses atrás, eu fiz um post falando da missão da Bleez, mas sem você entender o grande porquê de existirmos fica difícil entender a importância dessa missão, do plano que traçamos e por que o mundo precisa de mais uma agência digital.

Prólogo

Durante 10 anos trabalhando nessa indústria vital com TI eu posso afirmar, sem precisar de muita empatia, que sinto a dor das pessoas que investem dinheiro em um projeto web.

Seja um sistema parrudo ou um sitezinho simples, os problemas são sempre os mesmos desde a descoberta do fogo: atrasos, defeitos, falta de feedback, etc, e os motivos vão desde profissionais que não sabem o que estão fazendo (e nem querem saber) até projetos levantados de forma errada.

Uma vez trabalhei em um projeto que teve um mix desses ingredientes. Toda reunião, para levantar as horas de cada tarefa, a analista do projeto olhava para mim com cara de “é o que, rapaz?” e reclamava que eu dei horas demais. O resultado é tão previsível quanto achar areia no deserto: o projeto atrasou e todos os envolvidos passaram a trabalhar até depois de meia-noite, incluindo finais de semana.

Um dia estava concentrado em uma tarefa, enquanto sentia a ponta dos pelos da barba crescidos encostar no pescoço e iniciar uma coceira chata, quando a gerente de projetos veio pedir para eu ser o motorista dela para resolver um problema pessoal. Eu a olhei com a visão turva das noites mal dormidas e da exposição à tela do notebook, inalei o ar gelado da sala de uma forma que meu pulmão encheu e minha cara ficou vermelha e disse: “não”.

Com certeza foi educado demais para a situação.

Depois de meses de atraso, o projeto chegou a um patamar onde o novo gerente de projetos (sim a outra foi demitida) desligava o telefone para não atender o cliente que era de outro Estado e ligava a cada 60 minutos.

Entre um café e outro, eu ainda tinha que resolver problemas de outros projetos atrasados. Por ser o programador mais antigo, sempre que um projeto engargalava geralmente eu era o escolhido para ir lá resolver. Spoiler: a maioria dos atrasos aconteciam porque o programador tinha preguiça de pesquisar pela solução no Google.

Todos os meus amigos de outras empresas reclamavam que passavam pela mesma coisa. Toda conversa de mesa de bar acabava nesse assunto e em como era triste ver os clientes torrando dinheiro enquanto os donos das empresas engordavam suas carteiras.

Mesmo incomodado, certo de que isso precisava mudar e me perguntando como seria se eu “fizesse as coisas do meu jeito”, preferi me manter na inércia e continuar programando meus projetinhos como sempre.

Mas todo corpo só se mantém parado até que algo aconteça e o force mudar (maldito Newton), logo eu fui obrigado a repensar meus planos.

O Chamado Para Mudança

Como tudo atrasava, os clientes reagiam mexendo no órgão mais sensível: o bolso. Isso trouxe alguns meses de atrasos nos salários.

Um determinado dia cheguei para o meu chefe com um plano para resolver esses problemas, reduzir as reclamações dos clientes e por consequência a empresa voltar a receber dinheiro. Ele odiou e eu me vi forçado a ficar de braços cruzados vendo o circo pegar fogo.

O pensamento de abrir minha empresa e fazer as coisas “do meu jeito” ficou mais forte, mas mesmo assim eu não me via – e nem queria – lidar com financeiro, comercial, marketing e toda burocracia de uma abertura e manutenção de empresa.

A zona de conforto falou mais alto e eu me mantive na inércia. Ou quase.

Um dia eu estava conversando com um amigo no finado Google Talk, desabafando toda essa situação, e ele me disse que coincidentemente passava pela mesma situação e tinha os mesmos pensamentos.

Não foi difícil até a gente entender que tínhamos as mesmas vontades de mudança e que deveríamos seguir em frente e fazer a coisa “do nosso jeito”. Eu era programador e ele era designer. Era tudo que precisávamos para começar a criar projetos web com máxima qualidade.

Nos organizamos e antes mesmo de abrir oficialmente a empresa conseguimos nosso primeiro cliente. Em Novembro de 2011, fui palestrar em um evento onde eu me apresentei como “Bruno Viana da Bleez, a minha agência recém aberta“.

Agora não tinha mais volta.

Problemas à Vista (ou: O Plano Se Forma)

Inicialmente o plano era simples: construir sites e lojas virtuais com design lindo de morrer e qualidade de código impecável. Mas dois técnicos sem nenhuma skill em negócios teriam que passar por muita coisa para aprender a jogar o jogo do mercado e entender o que realmente estava acontecendo.

Mesmo tendo algumas vitórias, como a contratação de colaboradores-chave e trazer para o time alguns amigos que se transformaram em sócios, vários percalços aconteceram que nos fizeram acordar e ver que o problema é bem maior.

Vou citar apenas 2.

Percalço #1: Parcerias que não funcionam

No começo todo projeto era hospedado onde o cliente decidisse que seria. Nesse ponto a gente se intrometia pouco, apenas dando algumas sugestões e vendo se os requisitos mínimos para os projetos rodarem estavam OK.

Esse modelo já nos dava dores de cabeça, pois sempre que a loja virtual saía do ar nós tínhamos que passar horas no telefone ajudando uma pessoa diferente que entendia 0% do projeto que hospedava.

Um dia conhecemos uma empresa de São Paulo que trabalhava com hospedagens usando a plataforma na nuvem da Amazon e iniciamos uma parceria para sempre passar clientes para eles.

No começo foi bem tranquilo. Mesmo com alguns problemas aparecendo, a sinergia era tão boa que resolvíamos rápido e o cliente pouco se estressava.

Porém algo aconteceu que o negócio desandou.

De repente os problemas começaram a aparecer em maior frequência, o técnico que era nosso contato saiu da empresa e quem passou a fazer tudo lá era o dono.

O tempo de resposta começou a ficar maior até beirar o absurdo de a loja virtual de um dos nossos clientes cair no dia 30 de dezembro e só voltar ao ar alguns dias depois da virada do ano. Durante este meio-tempo ninguém conseguia falar com nenhum dos 01 funcionários da empresa que por coincidência era o dono (sim, foi um sarcasmo).

Logo todos os clientes que tínhamos junto com esse parceiro começaram a ter problemas e se iniciou uma batalha por quem tinha razão: do lado esquerdo do ringue, nós os desenvolvedores e do lado direito, eles os responsáveis pela infra-estrutura.

Os coitados dos clientes ficavam em um fogo cruzado sem ver solução para seus problemas e isso nos trouxe vários problemas incluindo uma notificação extrajudicial.

Corremos atrás de estudar e passamos a oferecer nosso próprio serviço de hospedagem. Se era para se estressar com problemas de queda de loja virtual, que o problema esteja em nossas mãos.

Hoje conseguimos oferecer para quem cria uma loja virtual ou site conosco uma performance superior, com 50% do preço que o mercado cobra para ter a mesma performance e um índice quase 0 de problemas de infra-estrutura.

Após isso, além de hospedarmos projetos, iniciamos o que na época chamamos de Shopzen (hoje chamamos apenas de Plataforma Pronta), um modelo de loja virtual que ela já viria pronta e o cliente nos pagaria apenas uma mensalidade.

A vantagem desse modelo é o custo reduzido em relação a criação de um projeto do zero.

Logo se somaram clientes de hospedagem e clientes Shopzen e pensamos que agora seria o momento em que bastava escalar o modelo e crescer até o espaço.

Mas foi aí que apareceu o pior de nossos problemas.

Percalço #2: O mercado não está preparado

Os clientes começaram a cancelar seus planos conosco porque, apesar da plataforma ser boa, eles não conseguiam atingir os resultados esperados.

Depois de um tempo entendemos o real motivo: eles não faziam ou não sabia como fazer marketing digital e criar estratégias de vendas online.

Um dia cheguei em um cliente que veio me reclamar que a loja “já tinha sido lançada há um mês e não tinha vendido nada”.

Fui conversar com a equipe de marketing dele e descobri que eles eram muito bons em trabalhar “offlinemente“, mas online eles só alimentavam a página no Facebook com imagens sem colocar o link da loja virtual. Quando perguntei se eles chegaram a fazer anúncios direcionados para a loja virtual, eles disseram que sim e colocaram R$100 reais.

Eu imagino que é bastante difícil bater uma meta de mais de R$10.000 em vendas investindo apenas R$100 em anúncios.

Após esses – e todos os outros – problemas durante esses 5 anos de empresa, percebemos que não basta nos concentrarmos em entregar uma ferramenta impecável se tudo que está em volta dela também não está impecável.

As empresas não nos procuram para ter uma plataforma de e-commerce ou ter um site. Elas nos procuram para aumentarem suas vendas usando a Internet e nossa ferramenta é apenas uma das peças do jogo que os farão conseguir isso. O processo para se conseguir isso é bastante complexo e envolve muitas coisas que é tão novo – principalmente no Brasil – que os clientes não fazem ideia do que deve ser feito.

Após esse insight só nos restou duas opções: seguir o caminho mais fácil e desistir, pois os problemas estão muito fora do alcance de nossa capacidade técnica, ou seguir o caminho mais difícil e ultrapassar essa barreira mais uma vez sentando na cadeira e aprendendo como trazer sucesso para nossos clientes com as outras peças do jogo.

O mesmo incômodo de 5 anos atrás nos perturbou novamente e decidimos seguir o caminho mais difícil. Essa escolha nos fez decidir seguir com 3 caminhos em paralelo, que acabou virando nosso Master Plan:

  • Criar sites e lojas virtuais com o melhor design e tecnologia do mercado, que dão autonomia e agilidade para o cliente trabalhar sem depender de técnicos;
  • Ajudar empresas a usarem a Internet para aumentar suas vendas – mesmo que elas não entendam nada de vendas online ou marketing digital;
  • Desenvolver formas de diminuir os riscos das empresas de trazerem seus negócios para a Internet e garantir a entrega de sucesso.

Será que vamos conseguir? Bom, vamos voltar a este post daqui há alguns anos e ver.